
Apesar das recentes decepções, a história da seleção brasileira mostra que sempre chegamos desacreditados e conquistamos o título. Com um elenco talentoso, um técnico experiente e várias coincidências positivas, há motivos sólidos para acreditar que o Brasil pode conquistar o Hexa em 2026.
É sério que você, brasileiro, acredita no Hexa? Ainda acha que seremos campeões do mundo? Em 2022, perdemos faltando 4 minutos. Faltou experiência para os jogadores que subiram para atacar 1 a 0 no placar. Em 2018, amassamos a geração belga, mas por um tempo de desatenção e um pênalti escandaloso não assinalado a favor, caímos. Na Copa do Brasil, em 2014, sofremos o maior vexame da nossa história. Na África do Sul, o time era equilibrado, mas faltou magia e concentração naquela fatídica partida contra a Holanda em 2010. Quatro anos antes, a seleção foi aniquilada pelo baile de Zinedine Zidane e Dani Alves.
Mas não é só de desastres que vive a nossa história. Somos penta campeões mundiais. A camisa mais pesada do mundo continua sendo a nossa. Conquistamos em 2002 com o fenômeno Ronaldo no comando. Em 1994 foi Romário. Em 1970 o Esquadrão. Em 1962 foi Mané Garrincha. Em 1958 foi Pelé. E todas essas conquistas tiveram algo em comum: a seleção brasileira chegou desacreditada. O mundo não acreditava que o Brasil seria campeão. Ou seja, já calamos a boca do mundo cinco vezes. Por que não calar de novo?
Neste artigo, vou mostrar seis motivos para acreditar no Hexa.
Em 1958, a seleção brasileira foi para a Suécia para disputar a Copa do Mundo. Ainda assombrada pelo fantasma do Maracanaço de 1950, tratava-se de um time repleto de garotos, com pouca vivência em grandes decisões, disputando o primeiro torneio longe das Américas. O técnico Vicente Feola tinha um garoto de 17 anos no elenco: Pelé. Os próprios companheiros de equipe duvidavam que ele estivesse pronto.
O Brasil caiu no grupo da morte, com Inglaterra, Áustria e União Soviética. Depois de um empate contra os ingleses na fase de grupos, o Brasil precisava vencer para ir às quartas. O técnico apostou em Pelé, que deu assistência na vitória contra a União Soviética, marcou nas quartas contra o País de Gales, fez um hat-trick contra a França na semifinal e anotou dois gols contra os donos da casa na final. Contrariando todas as expectativas, o Brasil levantou a taça e conquistou o mundo.
Na Copa seguinte, o Brasil entrou como favorito, mas logo na segunda rodada Pelé se machucou e ficou fora do torneio. Muitos diziam que sem Pelé não haveria título. Mas Amarildo entrou no lugar do camisa 10 e foi muito bem, com três gols, sendo um na final. O protagonismo ficou nos pés de Vavá e Garrincha, que marcaram quatro gols cada um na competição, e o Brasil se consagrou campeão.
Em 1970, o Brasil fez eliminatórias perfeitas e venceu todos os jogos, mas o favoritismo foi despedaçado na saída do técnico João Saldanha. Faltando pouco mais de dois meses para a Copa, João foi demitido e Zagallo assumiu. Muitos críticos duvidavam que haveria tempo para montar uma seleção forte e equilibrada. Pelé, que havia dito que não jogaria mais Copas, mudou de ideia.
A seleção, conhecida como a Máquina, reuniu cinco camisas 10 jogando juntos: Gerson, Rivelino, Tostão, Jairzinho e Pelé. A campanha foi impecável, com 100% de aproveitamento e uma goleada de 4 a 1 sobre a Itália na final.
Em 1994, o Brasil estava 24 anos sem o principal título. O técnico Carlos Alberto Parreira era criticado por jogar feio e ter um esquema previsível. A seleção se classificou só na última rodada das eliminatórias. Na Copa, o time não brilhava como as gerações anteriores, mas tinha muita raça e chegou à final contra a Itália.
A final foi tensa, 0 a 0 em 120 minutos na Califórnia. Na disputa de pênaltis, o goleiro Taffarel defendeu o chute de Massaro e o Brasil venceu, conquistando o tetra.
Em 2002, o Brasil fez a campanha mais dominante da história recente, com Ronaldo artilheiro com oito gols. O time chegou desacreditado após uma péssima eliminatória e com dúvidas sobre a recuperação de Ronaldo, que havia passado por duas cirurgias no joelho. Felipão confiou no fenômeno, que marcou dois gols na final e levou o Brasil ao penta.
Nas Copas anteriores, grandes jogadores quase não participaram. Em 1970, Pelé quase não jogou. Em 1962, Mané Garrincha se lesionou. Em 1966, Pelé voltou a se machucar na preparação e jogou no sacrifício. Em 1994, Romário ficou de fora da preparação por brigas, mas foi convocado na última rodada das eliminatórias e marcou dois gols decisivos contra o Uruguai.
Em 2002, Ronaldo quase ficou de fora devido a lesões graves, mas Felipão apostou nele. Neymar vive um cenário parecido em 2026, sendo o maior nome da seleção mesmo após uma grave lesão no joelho.
A seleção brasileira chegou à Copa de 1994 enfrentando um tabu de 24 anos sem conquistar o título. Coincidentemente, o torneio que quebrou essa espera foi sediado nos Estados Unidos, país que sediará a Copa de 2026 junto com México e Canadá.
Além disso, o sorteio definiu o Brasil como cabeça de chave do grupo C, onde enfrentará Marrocos, Escócia e Haiti. Historicamente, cair no grupo C tem sido um talismã para campeões recentes, como Brasil em 2002, França em 2018 e Argentina em 2022.
Muitas vezes, quando o Brasil joga bem no pré-Copa, acaba não conquistando o título. Desde 1978, o Brasil teve campanhas dominantes nas eliminatórias de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022, mas não saiu campeão. Em 1978 e 1982, times brilhantes foram eliminados antes da final.
Durante as eliminatórias para o Mundial de 2002, Rivaldo foi muito criticado e vaiado, sendo acusado de não render na seleção como no Barcelona. Hoje, Vinícius Júnior enfrenta uma cobrança semelhante, brilhando no Real Madrid, mas sofrendo pressão na seleção.
Rivaldo foi fundamental no título de 2002, marcando em quase todas as partidas. Será que 2026 será a redenção de Vinícius?
O Brasil conta com um excelente elenco e um técnico de renome mundial, Carlo Ancelotti, que possui cinco títulos da Champions League e conquistou ligas na Alemanha, Inglaterra, França e Itália.
No gol, temos Alisson Becker, considerado um dos melhores goleiros da história da Premier League. A zaga conta com Marquinhos e Gabriel Magalhães, finalistas da Champions League. No meio-campo, Casemiro, Bruno Guimarães, Fabinho, Danilo, Ederson e Paquetá trazem qualidade e experiência.
No ataque, Rafinha, Vinícius Júnior, Antony, Cunha, Igor e Martinelli fizeram excelentes temporadas na Europa. São jogadores determinados, prontos para dar tudo pelo país.
O Brasil tem uma história de superação, chegando desacreditado e conquistando o título. Com um elenco talentoso, um técnico experiente e várias coincidências positivas, há motivos sólidos para acreditar que o Brasil pode conquistar o Hexa em 2026. Como disse Pelé, nunca devemos ter medo de mudar de ideia. Agora, o que nos resta é acreditar e torcer para que o roteiro seja escrito pelos deuses do futebol, com Neymar levantando a taça mais pesada do mundo.
Se você quer relembrar a história do tetra, vale a pena conferir os vídeos e histórias das conquistas passadas. O sonho do Hexa está vivo, e a esperança nunca morre para o futebol brasileiro.
Paste a YouTube link and let Magica create the key takeaways.
Summarize another video