
Neste artigo, Ran Santos discute a importância da utilidade dos investimentos em comparação com a mera rentabilidade financeira. Ele reflete sobre suas experiências pessoais em Los Angeles, enfatizando que o dinheiro deve ser utilizado para melhorar a qualidade de vida, em vez de ser apenas acumulado em ativos financeiros.
Salve, rapaziada! Aqui é o Ran Santos, direto das ruas de Los Angeles, na Califórnia. Hoje, quero trazer uma reflexão um pouco diferente para o canal, uma reflexão mais subjetiva que pode não ressoar com todos os meus seguidores. O tema de hoje é a utilidade dos investimentos.
Estamos vivendo um período na história do Brasil onde é mais fácil ser rentista do que tomador de risco. Com o Tesouro pagando IPCA + 7 e CDBs de bancos oferecendo 14% ao ano sem risco, é tentador deixar o dinheiro parado. Por exemplo, se você tem R$ 1 milhão, isso pode render cerca de R$ 140.000 por ano, o que equivale a mais de R$ 10.000 por mês sem fazer nada.
Minha realidade é um pouco mais complexa. Em 2022, vendi minhas ações e, até hoje, em 2025, não tomei muitos riscos. Com juros altos e dividendos de empresas como Petrobras e Vale, recebo dinheiro passivamente, o que me impede de arriscar em novos investimentos.
O que quero destacar é que o mundo não é apenas numérico; ele é muito mais subjetivo. Por exemplo, construí uma casa em Los Angeles. O custo de construção, mão de obra e materiais é extremamente alto na Califórnia. Se eu tivesse investido o dinheiro que gastei na casa em Bitcoin ou ações, teria rendido muito mais. No entanto, a utilidade dessa casa vai além do aspecto financeiro.
Da mesma forma, comprei um carro que, numericamente, não faz sentido. O custo de manutenção e seguro é alto, mas a utilidade que ele traz para minha vida é inegável. Antes, eu alugava carros, mas agora tenho um veículo que atende às minhas necessidades familiares, como a segurança da minha filha.
O que quero que você reflita é: qual é a utilidade do seu dinheiro? Muitas pessoas investem em Bitcoin ou fundos imobiliários, mas isso pode ser uma forma de terceirizar a autoridade sobre seu dinheiro. Quando você coloca seu dinheiro em ativos que não trazem utilidade imediata, você pode estar perdendo oportunidades de melhorar sua vida.
Minha vida melhorou muito quando decidi usar meu dinheiro em coisas que trazem utilidade, como um carro e uma casa. O investimento em si deve ser em você, em sua qualidade de vida, e não apenas em ativos financeiros que podem ou não render.
É crucial considerar a variável tempo. Cada ano que passa é valioso, e a energia e cognição que você tem aos 30 anos não são as mesmas que aos 20. Portanto, pergunte-se: o que você está fazendo com seu dinheiro? Está guardando para um futuro incerto ou está utilizando-o para melhorar sua vida agora?
A mensagem que quero deixar é que o dinheiro deve estar em suas mãos, não nas mãos de instituições financeiras. Ele deve circular e trazer utilidade para sua vida. Ao gastar, você não está apenas perdendo dinheiro; você está alimentando a economia e melhorando sua qualidade de vida. Portanto, reflita sobre onde você está colocando seu dinheiro e como isso está impactando sua vida. Lembre-se: a vida não é apenas sobre números, mas sobre experiências e utilidade.
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